Decidi te amar. Te amar e ponto. Independente de qualquer iniciativa de sua parte, decidi fazer de você meu objeto de amor. Aliás, já te amo. O que eu decidi mesmo foi não abrir mão dessa vontade de rir sozinha quando penso em você, não deixar de ter essa sensação de que todas as músicas que tocam na rádio foram feitas para mim. Já prestou atenção nas letras das músicas? Todos os compositores sentem a mesma coisa basicamente. E todos os ouvintes gostam. Lembram da antiga namorada, ou daquele beijo que não se repetiu. Todos amam alguém que não entende bem aquele amor. Eu decidi fazer parte da massa. Me sentir em casa. Afinal, existe um certo prazer em sofrer por amor. Não confunda isso com masoquismo, pois apesar da dor que acompanha os amores interrompidos, amar faz com que você tenha certeza de que ainda está viva, de que ainda é capaz de se emocionar. Por isso decidi continuar te amando. E ponto.
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Sexta-feira, Abril 30, 2004
Tinta negra
Sua alma estava em frangalhos. Imaginá-la nos braços de outro homem enlouquecia seus pensamentos. Como ela pudera fazer isso? Como tinha tido coragem de enganá-lo, depois de tantos anos juntos.
Haviam crescido juntos. Ela foi sua primeira namorada, desde os tempos de escola. Cuidaram um do outro quando a catapora atacou o bairro. Estudaram juntos, trabalharam juntos. Ele tinha até construído uma casinha para morarem quando casassem.
Tudo agora se transformara em confusão, um redemoinho de possíveis futuros havia substituído a imagem da família que teriam. Os filhos brincando no quintal, ela sempre linda por ali, a cuidar dele e da prole. O vestido deixava ver o formato do corpo dela, ainda mais bonito depois da maternidade. O menino parecia com a mãe, moreno, mas com os traços finos, nariz afilado. A mocinha parecia uma índia, só que a pele era clara, como a do pai. Tudo isso havia deixado de existir em um instante, como se borrado pela tinta negra da traição.
O pior é que ele ainda a amava. Apesar de tudo, ele ainda sentia que se a visse, correria para os seus braços e a amaria ali mesmo, na porta de casa. E isso o destruía por dentro. Ele tinha que ter amor próprio. Tinha que reagir àquela afronta.
O amigo havia narrado os fatos com detalhes. Enquanto ele estava na aula, ela se encontrava com o outro na esquina de casa. Ali, bem ali onde por tantas vezes namoraram. O amigo disse mais. Na mesma noite em que ela havia ligado por volta da meia noite para terminar o namoro, tinha ficado se agarrando com o outro até as dez. Na escola, os dois amantes eram companheiros inseparáveis. Quase sombras. Bem que ele tinha achado estranho quando, no dia em que foi buscar a chave de casa com ela na escola, aquele cara tinha beliscado a barriga dela na sua frente. Quis tomar uma atitude e ela não deixara. Imagina. Se nem ele podia ficar beliscando aquela barriga gostosa na frente dos outros, porque ela havia deixado o outro rapaz fazê-lo? A resposta agora restava cristalina em sua mente conturbada. Era o tal. O tal da esquina.
Porque ela havia feito aquilo? Porque não terminara o namoro antes da traição? Poderiam ser amigos. Não, provavelmente não. Jamais poderia olhá-la como a uma amiga. Seria sempre a mulher de sua vida. Mas pelo menos poderia olhá-la com respeito. Agora não. Ela era a pior mulher do mundo e ele ainda a amava.
Saiu da aula sem saber para onde ir. Despediu-se dos amigos, que perceberam o sorriso faltando em seu rosto. Tomou o rumo do bar mais próximo. Afogou as dúvidas em meia grade de cerveja. Foi pra casa dormir.
Pelo menos nos sonhos, o menino moreno e a pequena indiazinha continuariam a existir.
Star...
Sexta-feira, Abril 30, 2004
Ontem
Ontem perdi o teu olhar
Como quem perde um tesouro
Antes mesmo de poder tocá-lo.
Ontem perdi teu sorriso
Como quem perde a alegria
Antes mesmo de poder senti-la.
Ontem perdi tuas mãos
Como quem perde o guia
Antes mesmo de poder seguí-lo.
Pode-se perder algo que nunca se teve?
Por que nunca teu olhar, teu sorriso, tuas mãos foram meus.
Tudo que eu tive foi um espectro da tua alma confusa.
Tudo que tive foi um vislumbre de ti.
Star...
Sexta-feira, Abril 30, 2004
Could it be any harder
The Calling
You left me with goodbye and open arms
A cut so deep I don't deserve
You were always invincible in my eyes
the only thing against us now is time
Chorus :
Could it be any harder to say goodbye and without you,
Could it be any harder to watch you go, to face what's true
If I only had one more day
I lie down and blind myself with laughter
A quick fix or hope is what I'm needing
And how I wish that I could turn back the hours
But I know I just don't have the power
I'd jump at the chance
We'd drink and we'd dance
And I'd listen close to your every word,
As if its your last, I know its your last,
Cause today, oh, you're gone.
Like sand on my feet
The smell of sweet perfume
You stick to me forever
and I wish you didn't go,
I wish you didn't go away
To touch you again,
With life in your hands.
It couldn't be any harder.. harder.. harder
Essa música tem sido tão ouvida no meu carro que "o disco tá prá furar".
Mas ela retrata exatamente o que eu tenho sentido.
Continuo escrevendo no trabalho.. assim que a conexão voltar lá eu posto...
Star...
Sexta-feira, Abril 30, 2004
Quinta-feira, Abril 29, 2004
O Vento
Foi assim. Junto com a poeira da última visita que ele a fez. Ela pensou que não sobreviveria se aspirasse o pó daquilo tudo. Dias e dias resmungando sozinha a febre que ele causou. Do pior tipo: emocional. As febres emocionais são traiçoeiras. Elas chegam para entregar tudo, como um último suspiro de que é impossível esconder a própria dor. Ela queimando por dentro. Ele longe, indo pra mais longe de tudo o que ela idealizou. Houve dia em que ela pensou em morrer, mas só um pouco. O ideal seria que morresse por alguns momentos, até que ele percebesse, então depois passava. Devaneio febril. Mal de amor interrompido. Nada de mais, disse o psiquiatra. Psiquiatras sempre dizem nada de mais. Psiquiatras são como família. Todos iguais. Só mudam de consultório. Mas pelo menos agora ela não resmungava sozinha. Tinha alguém para lhe vender a audição e a paciência. Apenas mais um mal de amor, que vai pro arquivo junto com as fichas de várias como ela, que também sofreram um dia de febres forçadas. Mas a febre cedeu. Como tudo na vida. O destino das febres que se acabam com o passar do vento. Bendito é o vento, que varre o pó das últimas visitas. Varre tão bem, que é como se existisse exclusivamente para isso.
Esse texto é da Cecília.. o endereço do blog dela é http://www.tabacaria.blogspot.com
Espero que ela não fique zangada mas eu tinha que mostrar isso, só prá dar uma provinha do que ela escreve. Se alguém achar o meu blog por acaso e não conhecer o dela, com certeza não vai deixar de ir lá. Ela é muito boa mesmo.
Só quem já sofreu dessa febre é que sabe o quanto dói prá passar, mas passa. Bendito é o vento.
Star...
Quinta-feira, Abril 29, 2004
Eu fiz um conto novo e uma poesia, mas a Horizon sabotou meus planos de postá-los hoje.
A minha conexão no trabalho não está funcionando e como eu escrevo por intuição, ela pintou lá e os textos ficaram no PC da clínica.
É a vida.. Fica prá amanhã.
Nada como um dia atrás do outro e uma noite no meio, prá dormir, ou não.
Pode ser que até mais tarde eu tenha novas inspirações.
Vou prá facul.
Você naum sai do meu pensamento..
Star...
Quinta-feira, Abril 29, 2004
Durmo e sonho.
E nos meus sonhos a vida é quase que exatamente como ela é.
Preenchida com todas as dificuldades com as quais eu sei agir e que me fazem crescer.
Mas um coisa é diferente.
Nos meus sonhos, você é real, e não apenas um desejo.
Nos meus sonhos, você sorri livre e feliz.
Nos meus sonhos, a sua felicidade me alimenta.
Nos meus sonhos, posso te tocar.
Será que um dia eu vou sonhar acordada?
Star...
Quinta-feira, Abril 29, 2004
A tensão era enorme. Será que ela deveria estar lá quando ele chegasse? Decidiu seguir o fluxo natural das coisas, afinal, seu horário no trabalho era aquele mesmo... O carro dele não estava lá. Qualquer barulho na sala de espera tomava sua atenção. Até o momento que ouviu a voz dele. Ele entrou direto na sala. Esperou ansiosa o fim da sessão. Iria ficar esperando em sua sala. Ele iria falar com ela, como sempre fazia. Mas o destino não quis assim. Exatamente às quatro horas o homem que vendia suco entrou na clínica para oferecer o lanche habitual da tarde. "Só um suco de limão, por favor. É que eu estou sem fome." Nesse momento ele veio pelo corredor. Olhou para ela e no olhar ela percebeu que algo não estava certo. Aquele brilho não mais podia ser observado no fundo dos olhos. Ali ela percebeu que estava certa e que não havia mesmo nada entre eles. A amizade que tão rápido florescera, se apagara como uma chama fugaz. Conversaram sobre banalidades e ele rapidamente foi embora. Tinha prova e ia estudar. Dos olhares que haviam trocado nas conversas intermináveis da semana anterior, nem sinal. Acenou com a mão para que ela ligasse caso precisasse de alguma coisa, mas ela sabia que não havia mais nada a dizer. O desconforto entre eles era demais para que ela pudesse suportar. Trancou a gaveta e pensou em jogar a chave fora. Depois guardou novamente no bolso. E saiu.
Star...
Quinta-feira, Abril 29, 2004
Quarta-feira, Abril 28, 2004
Outro blog digno de ser visitado...
http://www.dimi.blogger.com.br
O Abner escreve textos descritivos, muito interessantes..
E também é fã da Cecília, da Tabacaria.
Não percam..
Star...
Quarta-feira, Abril 28, 2004
Onde ficaram os sonhos? Aqueles que ela tinha quando adolescente se apaixonou pelo rapaz mais velho, médico, bem sucedido, que fazia com que ela fosse diferente das outras meninas. Como toda garota de 16 anos, ela era insegura de sua imagem pessoal no grupo. Apesar de excelente aluna, considerada por todos como a melhor da classe, isso não melhorava em nada o que ela sentia nas festas e reuniões sociais. Era sempre aquela sensação de que a roupa não estava boa, de que os meninos não iam prestar atenção nela, de que algo iria dar errado e o garoto que ela gostava ia escolher a melhor amiga dela prá ficar.
O médico fazia com que ela fosse melhor do que as outras. Ele fazia dela uma princesa, escolhida para cavalgar com ele no cavalo branco e viver feliz para sempre.
Não importava se para isso tivesse que fechar os olhos para o lado negro do príncipe, onde ondas de ira faziam com que ela tivesse medo de falar. Não importava a violência com que ele eventualmente a tratava, seguida dos pedidos de perdão e juras de que aquilo nunca mais se repetiria. A boca que ele machucava era a mesma que momentos depois beijava ardentemente.
E ela embarcou nos sonhos de menina. Os pesadelos não custaram a chegar, trazidos pelo príncipe cada vez mais sombrio. Mas as juras de amor que entremeavam os gritos faziam-na pensar que poderia ser que não fosse assim tão difícil, que ela deveria estar fazendo algo errado, para que ele, que era tão genti com as pessoas, fosse com ela tão diferente. Era a bebida, pensava ela. Só podia ser. O dia em que ele largar a bebida, tudo volta a ser um sonho. Ou serão os amigos? Aqueles que vinham na sexta feira a noite levar o príncipe e que o devolviam na madrugada, quando ela fingia estar dormindo.
Nas literatura infantil, a história termina quando eles se casam e vivem felizes para sempre. Onde estava o seu final feliz?
Algo faltava. Filhos. Aí estava a solução. E o nascimento da primeira filha desapontou a menina. Na noite que que a criança nascera, o príncipe, tal qual um arauto, saiu pelos bares da vida a anunciar que a filha havia nascido, e ela ficou ali, com um bebê no colo, quase uma boneca, sem saber bem o que aconteceria dali para frente.
A maternidade havia aberto a ela uma nova possibilidade. Aquele ser dependia dela. E ela se sentiu encantada com o fato de que ela havia produzido mais que equações e trabalhos escolares perfeitos. E os filhos tornaram-se um objetivo, maiores do que seus próprios sonhos.
Por anos, ela dedicou-se a estudar e a criar os filhos. Estudava tudo o que lhe caia nas mãos. Sentia quase que uma fome pelo saber, como se em seu íntimo algo lhe dissesse que um dia iria precisar daquilo para criar os filhos. e deixou os sonhos de menina de lado. A vida já estava feita. Era estudar, ser mãe e calar-se às ofensas. Por vezes tentou recomeçar a história. Recomeços seguiram-se às decepções.
Um dia conheceu um rapaz. Não se apaixonou por ele, mas pela liberdade que ele trazia. Era tão livre e tinha a mesma idade dela. Ainda estava começando projetos e ela achava que a vida dela estava definida. Filhos, marido, era feliz? Não, mas não via alternativa. Para ela, todos os homens eram iguais. E prá que trocar? Ou arriscar uma mudança? Conhecê-lo mudou seu ponto de vista. Ela tinha uma chance, afinal, tinha muita gente da idade dela começando a vida.
E começou a ver a vida de outra maneira.
E começou a fazer uma mudança interior. É claro que a segurança não veio logo. O processo era lento, mas a cada dia, ela construía um passo. E aprendeu a desamar aquele homem. E começou a desamar tudo o que ele significava. E foi se tornando livre.
Compreendeu que os sonhos teriam que ser calcados nela mesma, e não em outras pessoas. Aprendeu que era responsabilidade dela construir-se.
Uma parte ela já tinha feito, mas faltava o amor próprio.
Um dia ela decidiu, não queria que os filhos fossem o espelho mental daquele homem. Queria poder mostrar a eles que existe uma outra forma de ser, sem calar-se por medo, sem apagar-se.
E colocou na bagagem seus filhos, seus cachorros, seus livros e saiu.
Bateu a porta de casa e foi. Construir a liberdade.
E nunca mais voltou.
Star...
Quarta-feira, Abril 28, 2004
Hoje visitei um blog novo...
http://www.tubodiensaio.blogspot.com/
com um texto maravilhoso sobre desencontros pela simples falta de diálogo e não de amor..
Se as pessoas não se fechassem nos seus mundos, imaginando desamores, não seriam tão sozinhas..
Penso que o medo da mentira torna as pessoas fechadas. Tememos o que mais amamos, tememos a solidão e é o que encontramos.
Vale a pena visitar.
Star...
Quarta-feira, Abril 28, 2004
Desejo.
Não te quero mais na minha vida, mas ainda te desejo. A lembrança do calor do teu corpo me faz pensar se meu corpo vai sentir o mesmo prazer com outro homem. Se meus seios vão responder túrgidos ao simples olhar. Se vou tremer ao toque de outras mãos.
Você ainda povoa meus sonhos, ou serão pesadelos? Sinto tua pele roçar a minha, a respiração pesada em êxtase. Abro os olhos e ali está seu rosto, a me assombrar as madrugadas.
Você, que descobriu os caminhos antes obscuros do meu ser, não é mais o dono da minha vida, mas ainda possui minha solidão.
Star...
Quarta-feira, Abril 28, 2004
Clarice era fantástica.. uma alma atormentada.. como a de todos nós.. apenas ela sabia colocar prá fora como poucos...
MEU DEUS, ME DÊ A CORAGEM
Meu Deus, me dê a coragem
de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
todos vazios de Tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio
como uma plenitude.
Faça com que eu seja a Tua amante humilde,
entrelaçada a Ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar
com este vazio tremendo
e receber como resposta
o amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de Te amar,
sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços
meu pecado de pensar.
Segue um texto de Pablo Neruda, para todos os que, como eu, estão e querem continuar vivos...
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.
Star...
Quarta-feira, Abril 28, 2004
Terça-feira, Abril 27, 2004
Duas da manhã. Toca o telefone. Ainda insone ela atende, meio sem saber se era sonho ou se realmente tinha tocado. A voz no outro lado da linha não deixava dúvidas. “Você pode me ver?”. Claro que podia. Tinha sonhado com aquele telefonema que agora se materializava em ondas sonoras que acalentavam o coração. “Passa aqui.” E mentalmente elaborou o itinerário. Muito rápido, afinal, ele poderia chegar a qualquer momento. Os minutos de espera pareciam intermináveis. Conversa com o cachorro, que olhava aquela movimentação na madrugada sem nada entender. O carro chega, ela entra e olha. Aquele sorriso era tudo o que faltava para transformar sua vida em algo palatável. O beijo que se seguiu. Coração ainda apertado pelo fantasma da ex, sabia que esse jogo tinha chances iguais para os dois lados. Fifty/Fifty. No caminho para a casa dele, ficou a lembrar da primeira noite que passaram juntos. Aquela que ficaram cinco horas conversando e descobrindo as mais diversas afinidades, desde as pirâmides do Egito aos lobisomens, passando por física quântica e família. Ao chegar no apartamento, percebeu que ele não estava bem. O fantasma continuava lá, assombrando as madrugadas insones dele. E decidiu apenas acalentá-lo, como a uma criança que machucou o joelho e agora chorava buscando colo. E apenas observou enquanto ele adormecia em seus braços, sedento de carinho que não os dela. E percebeu que poderia até ser que isso se transformasse em um grande amor, mas que por hora teria que apenas ser uma grande amiga. E ficou por horas olhando enquanto ele dormia, agora tranqüilo. E o admirou ainda mais. Pela capacidade que ele tinha de sofrer pelo primeiro amor que se foi. Até o dia amanhecer novamente.
Star...
Terça-feira, Abril 27, 2004
Essa vai prá vc, que não sai do meu pensamento.
Será que um dia vai passar? Claro que vai..
Hello there,
the angel from my nightmare,
the shadow in the background of the morgue.
The unsuspecting victim,
of darkness in the valley,
we can live like Jack and Sally if we want,
where you can always find me.
We'll have Halloween on Christmas.
And in the night we'll wish this never ends,
we'll wish this never ends...
(miss you miss you)
(miss you miss you)
Where are you,
and i'm so sorry,
I cannot sleep i cannot dream tonight!
I need somebody and always,
This sick strange darkness
comes creeping on so haunting everytime.
And as i stared i counted, the webs from all the spiders, catching things and eating their in sides.
Like indecision to call you,
and hear your voice of treason,
Will you come home and stop this pain tonight?
Stop this pain tonight.
Dont waste your time on me you're already the voice in side my head!
(miss you miss you)
Star...
Terça-feira, Abril 27, 2004
Ser mãe...
É impressionante como essa parte da minha vida me emociona. Quando eu falo dos meus filhos, fico tão feliz.. mesmo quando o assunto é o que eles aprontam, em especial o Hiran (deve ser mal do nome). Eles são a melhor coisa que eu já fiz, e fiz pro mundo..
E é muito interessante vê-los crescer, criar asas, ter opinião, mesmo que não bata muito com a minha..
Também é interessante ver que as personalidades são bem distintas. Uma é toda arrumadinha, a outra é mais cool, um é todo cheio de "isso é meu", demanda atenção direto, o outro é carinhoso, chameguento e adora ficar beijando e beijando.
Não posso me queixar de carinho..
Com a Lu tenho uma amizade quase que de igual para igual, apesar dela ser super fechada e somente em alguns momentos se deixar ver.
A Li é a grande amiga de muitas vidas, aquela que está sempre ali prá te dar colo (não deveria ser a contrário?)
O Hiran é a peça da hora. Ele é muito engraçado, mas tem uma personalidade forte e difícil de lidar.
O Hamir é o pequenininho, o eterno bebê, sempre com aquele sorriso de derreter aço. Vai dar um trabalho com as meninas..
Minha maior preocupação é que eles sintam orgulho de mim. Que eles me admirem, como mãe, como mulher, apesar das minhas falhas (todo mundo tem). Já que com o pai não se pode contar, pelo menos não emocionalmente, eu tenho que estara ali para todas as horas. Espero que eles confiem.
Este é o meu pequeno mundo.
Se me perguntassem se eu me arrependo de ter casado cedo, eu diria que só olhar pros meus filhos já bastaria uma vida. Nada acontece por acaso. A mão de Deus está ali para guiar nossos passos pelos caminhos que tem que ser percorridos. Temos que evoluir, pelo amor ou pela dor. Eu prefiro ir pelo amor...
Meu guia é o seguinte pensamento: "Não faça aos outros o que você não gostaria que fizessem a você." Normalmente eu consigo transformar isso em ação ou não ação. Ás vezes falho, mas me perdoo e procuro consertar.
Hoje em dia meu maior problema tem sido a minha mãe.
Ela tah doente e em tratamento, mas a personalidade dela tah mudando.
Ela me pressiona muito, quer que eu dê certo.. mas a forma que ela me vê "dando certo" não é o que eu quero prá mim e isso dá uma confusão... Me afasta dela...
Mas eu não deixo de amá-la e sinto não conseguir que ela sinta isso. Apesar de tudo o que já passamos juntas, eu acho que eu tenho mais possibilidade de compreendê-la mais do que ela a mim.
Mas nada é perfeito, ou como a gente gostaria que fosse, então temos que ir vivendo felizes, da melhor maneira possível.
[27/4/2004 10:01:51 | Star_Sacerdotise
Visitei um blog hoje muito especial.
Parece que a autora é poetisa, mas ela tem umas idéias tão loucas quanto as minhas. Será que eu sei escrever como ela?
Sabe aquela coisa da dúvida, da confusão, do nada e do tudo ao mesmo tempo? Ela tem também.
O endereço é http://www.tabacaria.blogspot.com/2004_04_01_tabacaria_archive.html
Quem quiser visitar, vai gostar.
[27/4/2004 09:39:26 | Star_Sacerdotise
Eu vinha no carro ligada na rádio Jovem Pam e ouvi essa música da Alanis, que me faz pensar em mim mesma:
Who
Who am I to be blue
Look at my family and fortune
Look at my friends and my house
Who
Who am I to feel deadend
Who am I to feel spent
Look at my health and my money
And where
Where do I go to feel good
Why do I still look outside me
When clearly I’ve seen it won’t work
A minha fortuna não é de dinheiro, é de amigos e família, a saúde vai indo e os amigos, graças a Deus, são muitos.
Então, porque eu tenho essa dificuldade toda de me sentir bem?
Vai você entender..
Mas eu tento.. todo dia de manhã eu digo prá mim mesma que hoje vai ser um dia 10. Alguns são, outros não, e a gente vai levando.
O grande problema é que o meu dia depende dos outros prá ser 10, o que me deixa ao fluxo da corrente, sem segurança.
Mas um dia eu vou poder estar bem independente do que os outros façam, e vou conseguir olhar qualquer atitude externa com o amor que eu já olho hoje (quase sempre), mas sem me deixar ficar triste.
Minha mãe ainda me irrita às vezes, acho que pq ela fica me cobrando coisas que eu não sei fazer, e ela acha que eu sei fazer tudo. Mas vai passar. Tudo passa. Coisas boas e coisas ruins. Nada é prá sempre. Então a gente tem que aproveitar enquanto as coisas boas estão acontecendo. Elas podem ir embora.
Tow esperando. Como na carta XVII, a Estrela do Tarot.
A ESTRELA
Uma figura feminina nua despeja água de dois vasos. Acima dela, no céu, brilha a Estrela resplandescente dos Magos, rodeada por sete outras, crescem árvores e plantas sob sua mágica influência e em uma delas pousa a borboleta de Psique. Ela é a estrela da Esperança.
.
Até mais
[26/4/2004 15:57:58 | Star_Sacerdotise
Carlos amava Dora que amava Pedro que amava Léa que amava Paulo
e assim vai..
Nunca ninguém está satisfeito e o sujeito que a gente gosta, gosta de outra e o que gosta da gente não serve.
Parece piada..
Mas eu não deixo de correr o risco de amar.. e não dar certo.. e amar de novo.. e assim vamos..
The Rose
Bette Middler
Some say love, it is a river
That drowns the tender reed
Some say love, it is a razor
That leaves your soul to bleed
Some say love, it is a hunger
An endless aching need
I say love, it is a flower
And you, it's only seed
It's the heart, afraid of breaking
That never learns to dance
It's the dream, afraid of waking
That never takes the chance
It's the one who won't be taken
Who cannot seem to give
And the soul, afraid of dying
That never learns to live
When the night has been too lonely
And the road has been too long
And you think that love is only for the lucky and the strong
Just remember in the winter
Far beneath the bitter snow
Lies the seed
That with the sun's love, in the spring
Becomes the rose
[26/4/2004 11:46:12 | Star_Sacerdotise
Fiz esse teste na net, e deu esse resultado.. vê se pode?
Quem vc é no Sex and The City? Você é a Carrie. Seu lado COOL disfarça sua insegurança. Apostamos que agora vc está pensando: "Será que ele realmente está a fins?
Imagina se eu sou insegura? Eu, insegura? Que nada.. Eu só naum sei se as pessoas gostam mesmo de mim.. tenho uma coleção de neuras internas, mas é normal.. acho que todo mundo tem, mas a maioria naum conta..
Hoje vou jogar tarot prá ver o rumo das coisas.. Sempre em busca de alguma segurança. É impressionante como apesar de conhecer o que acontece na minha mente, eu naum consigo estabelecer os mecanismos prá dominar os pensamentos que naum tem nada a ver..
Depois eu posto o resultado do jogo.. E a gente confere com o tempo..
[26/4/2004 11:13:12 | Star_Sacerdotise
Retomando o Blog.. depois de longo e tenebroso inverno..
O Verão ainda naum chegou aqui, mas a Prima Vera tah vindo passar uns dias comigo...
E prá começar...
Aí vai a letra daquela música maravilhosa que naum para de tocar na rádio e na MTV.
Evanescence
My Immortal
I'm so tired of being here
Suppressed by all my childish fears
And if you have to leave
I wish that you would just leave
'Cause your presence still lingers here
And it won't leave me alone
These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase
When you cried I'd wipe away all of your tears
When you'd scream I'd fight away all of your fears
I held your hand through all of these years
But you still have
All of me
You used to captivate me
By your resonating light
Now I'm bound by the life you left behind
Your face it haunts
My once pleasant dreams
Your voice it chased away
All the sanity in me
These wounds won't seem to heal
This pain is just too real
There's just too much that time cannot erase
I've tried so hard to tell myself that you're gone
But though you're still with me
I've been alone all along
"Quando todas as possibilidades nos são tiradas, a menor das aberturas se transforma numa grande liberdade... De certa forma, os contos de fadas, ou os romances, nos dão a liberdade que a realidade nos nega."
Azar Nafisi, iraniana, professora de literatura, autora de Lendo Lolita em Teerã.
Star Sacerdotise Quem profetisa
Eu sou Chris, sempre fui e sempre serei até que me dêem um novo corpo e uma nova identidade no outro plano. Mas até lá, tô feliz com esse nome. Já fui Christininha, Baixinha e outros diminutivos próprios de quem tem menos de 1,60 m. Pros meus filhos eu sou mãe, mamãe ou manhê, dependendo da situação. Pro meu pai eu sou Filhota. E quando eu escrevo sou Star.
Não tenho limites nos meus sonhos. Vejo grande, me recuso a desistir do que quero. Reconheço a mão divina que me guia e protege, e que me deixa quebrar a cara pra aprender quando eu insisto em negar meus instintos.
Sou de festa, de noite sem dormir, de 48 horas acordada direto.
Sou de ensinar tudo que sei, mas de deixar caminhar com as próprias pernas.
Sou de estudo e de leitura, tudo que me cai nas mãos, mesmo que seja bula de remédio.
Sou de música, muita música, pra dançar, namorar ou chorar. Sou do xadrez, do dominó, do Imagem em Ação de madrugada.
Sou do documentário histórico, dos making-offs, das imagens que falam mais que mil palavras.
Sou a observação em pessoa, mas só para o que é relevante, cenários não me impressionam. Meu olhar se atém na linguagem do corpo, muito mais confiável do que as palavras vãs dos dissimulados. Acredito na verdade, aquela que tarda mais surge sempre.
Sou do pensamento lógico e da emoção à flor da pele. Vivo um dia de cada vez e vivo intensamente.
Sou do cabelo comprido. Sou do rosto lavado. No corpo, jeans, camiseta e salto alto, e mais algumas coisas impublicáveis. Na mente, milhares de idéias simultâneas. No futuro, a Medicina como instrumento de serviço. Hoje, mãe, mulher, amiga, professora, poetisa, sonhadora.
Sou da Coca-cola no café da manhã, do sanduíche sempre, com muito tomate. Sou do sushi, do sashimi, do quibe cru, do steak tartar, da carne sempre vermelha, como a paixão. E crua, como os fatos da vida comum.
Sou assim, transmuto pedras em estrelas. Faço de cada dia uma vitória e de cada obstáculo, um degrau para subir. Faço de cada erro um aprendizado, de cada momento de amor, uma eternidade.
Escolhi ser feliz e viver de acordo com isso. Disse não à violência, à opressão, às ruas sem saída, às imposições e especialmente, ao preconceito.
Tenho 40 anos na carteira de identidade, mas muito menos que isso quando olho o horizonte e muito mais no que guardo no coração. Das lágrimas, mantenho o esquecimento e o aprendizado. Dos sorrisos, cada segundo na memória.
Sou de opinião firme. Sou da humildade em aprender a cada dia.
Sou uma estrela no universo.
Sou filha de Deus.