Pedaços espalhados, partículas de ilusão Cacos de uma história, partes sem sentido Reunidas, dispostas, estrategicamente posicionadas Tentativas inúteis de lógica quaternária Olho de perto, vejo apenas lágrimas e angústias Sorrisos e arranhões, mãos estendidas, carinho e dor. Um pouco de luz, algo de fantasia, muita vontade de ser feliz Em uma mistura surrealista, mágica, absurdamente aleatória Busca incessante de felicidade equinócia Me afasto, e observo a grande composição multicor Nos longos rios castanhos, os rastros da experiência, Na extensão alva, alguna sinais de emoção transparente, Linhas claras de vida, e no olhar, o brilho da estrela. O corpo da mulher, composto em pequenos pedaços, É silueta translúcida, obstinada pela tresloucada idéia De amar sem quases ou talvezes, sem meias realidades. A figura que se desnuda em pequenos estilhaços Adormece por inteiro, completa e plena, E reluz entre as luzes do céu de fevereiro.
Star...
Terça-feira, Fevereiro 21, 2006
Terça-feira, Fevereiro 14, 2006
Tem horas que a gente faz tanta coisa ao mesmo tempo que o cérebro dá tilt.. aí, pra relaxar, um teste pra ver em que estereótipo nos encaixamos.. Olha o resultado..
"Quando todas as possibilidades nos são tiradas, a menor das aberturas se transforma numa grande liberdade... De certa forma, os contos de fadas, ou os romances, nos dão a liberdade que a realidade nos nega."
Azar Nafisi, iraniana, professora de literatura, autora de Lendo Lolita em Teerã.
Star Sacerdotise Quem profetisa
Eu sou Chris, sempre fui e sempre serei até que me dêem um novo corpo e uma nova identidade no outro plano. Mas até lá, tô feliz com esse nome. Já fui Christininha, Baixinha e outros diminutivos próprios de quem tem menos de 1,60 m. Pros meus filhos eu sou mãe, mamãe ou manhê, dependendo da situação. Pro meu pai eu sou Filhota. E quando eu escrevo sou Star.
Não tenho limites nos meus sonhos. Vejo grande, me recuso a desistir do que quero. Reconheço a mão divina que me guia e protege, e que me deixa quebrar a cara pra aprender quando eu insisto em negar meus instintos.
Sou de festa, de noite sem dormir, de 48 horas acordada direto.
Sou de ensinar tudo que sei, mas de deixar caminhar com as próprias pernas.
Sou de estudo e de leitura, tudo que me cai nas mãos, mesmo que seja bula de remédio.
Sou de música, muita música, pra dançar, namorar ou chorar. Sou do xadrez, do dominó, do Imagem em Ação de madrugada.
Sou do documentário histórico, dos making-offs, das imagens que falam mais que mil palavras.
Sou a observação em pessoa, mas só para o que é relevante, cenários não me impressionam. Meu olhar se atém na linguagem do corpo, muito mais confiável do que as palavras vãs dos dissimulados. Acredito na verdade, aquela que tarda mais surge sempre.
Sou do pensamento lógico e da emoção à flor da pele. Vivo um dia de cada vez e vivo intensamente.
Sou do cabelo comprido. Sou do rosto lavado. No corpo, jeans, camiseta e salto alto, e mais algumas coisas impublicáveis. Na mente, milhares de idéias simultâneas. No futuro, a Medicina como instrumento de serviço. Hoje, mãe, mulher, amiga, professora, poetisa, sonhadora.
Sou da Coca-cola no café da manhã, do sanduíche sempre, com muito tomate. Sou do sushi, do sashimi, do quibe cru, do steak tartar, da carne sempre vermelha, como a paixão. E crua, como os fatos da vida comum.
Sou assim, transmuto pedras em estrelas. Faço de cada dia uma vitória e de cada obstáculo, um degrau para subir. Faço de cada erro um aprendizado, de cada momento de amor, uma eternidade.
Escolhi ser feliz e viver de acordo com isso. Disse não à violência, à opressão, às ruas sem saída, às imposições e especialmente, ao preconceito.
Tenho 40 anos na carteira de identidade, mas muito menos que isso quando olho o horizonte e muito mais no que guardo no coração. Das lágrimas, mantenho o esquecimento e o aprendizado. Dos sorrisos, cada segundo na memória.
Sou de opinião firme. Sou da humildade em aprender a cada dia.
Sou uma estrela no universo.
Sou filha de Deus.